Marca pessoal não é rede social
Reputação é o que dizem sobre você quando você não está na sala. Postar é consequência, não causa — e confundir as duas coisas custa oportunidades.
Por Malu Albuquerque
Marca pessoal virou sinônimo de presença digital. A confusão é compreensível e cara: ela afasta justamente os profissionais mais sólidos, que rejeitam a ideia de 'se expor' e, por isso, seguem excelentes e desconhecidos.
Marca pessoal é reputação. É o que dizem sobre você quando você não está na sala — na reunião em que um nome precisa ser indicado, na conversa em que alguém pergunta 'quem você conhece que resolve isso?'.
O que constrói reputação, em ordem
Entrega. Nenhuma comunicação sustenta uma entrega ruim por muito tempo; ela apenas acelera a descoberta.
Consistência. Reputação é média, não pico. Um profissional previsível vale mais do que um brilhante intermitente.
Clareza sobre o que você faz. Se as pessoas não conseguem repetir em uma frase o seu trabalho, elas não vão te indicar — porque indicar exige explicar.
Visibilidade. Só depois disso. E visibilidade não é necessariamente rede social: é estar presente onde as decisões da sua área acontecem — eventos, associações, comunidades, palcos, publicações.
O custo de ser excelente e invisível
Existe um mito confortável de que o bom trabalho fala por si. Ele fala — para quem já está por perto. Para todo o resto do mercado, ele é silencioso.
Posicionamento não é vaidade: é uma decisão de negócio sobre quem você quer que pense em você, e em qual momento.
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Malu Albuquerque leva esses temas para convenções, eventos de liderança e treinamentos in company em todo o Brasil.